Amamentação e o Desenvolvimento da Fala
- Raimundo Nonato Corado
- 13 de jan.
- 2 min de leitura

Amamentação e o Desenvolvimento da Fala
Amamentação e o Desenvolvimento da Fala.
Título: Amamentação e Fala: Como o Aleitamento Materno Prepara os Músculos para a Linguagem
Muitas vezes, pensamos na amamentação apenas como uma fonte de nutrição e anticorpos. No entanto, para a fonoaudiologia, o seio materno é o primeiro e mais importante "aparelho de ginástica" da criança. O ato de mamar no peito estabelece as bases fisiológicas para que, no futuro, a criança consiga articular sons, mastigar corretamente e respirar de forma funcional.
A Biomecânica da Amamentação:
Diferente da mamadeira, onde o leite muitas vezes flui apenas com a gravidade, no peito a criança precisa realizar um esforço coordenado. Esse exercício envolve:
Ordenha e Sucção: A língua faz um movimento ondulatório que a fortalece para a produção de fonemas como /l/, /n/ e /r/.
Selamento Labial: O bebê precisa vedar os lábios firmemente ao redor da aréola, o que tonifica os músculos orbiculares da boca, essenciais para sons como /p/, /b/ e /m/.
Respiração Nasal: Enquanto mama, o bebê é forçado a respirar pelo nariz. Isso estimula o crescimento correto das arcadas dentárias e previne a "respiração oral", que pode causar atrasos na fala e problemas ortodônticos.
Quando Surgem as Dificuldades (O Teste da Linguinha):
Nem sempre a amamentação é fácil. Algumas crianças nascem com o freio lingual curto (anciloglossia). Nesses casos, a língua não consegue fazer o movimento de onda necessário, causando dor na mãe e cansaço no bebê. O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para realizar o "Teste da Linguinha" e orientar se há necessidade de intervenção para liberar os movimentos da língua e garantir tanto a nutrição quanto o desenvolvimento da fala.
O Desmame e a Introdução Alimentar:
A transição do peito para os alimentos sólidos também é um marco fonoaudiológico. A introdução de texturas (amassados, picados e sólidos) deve respeitar o desenvolvimento motor oral da criança, continuando o trabalho de fortalecimento iniciado na amamentação.



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