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Fonoaudiologia e Autismo (TEA)

  • Foto do escritor: Raimundo Nonato Corado
    Raimundo Nonato Corado
  • 13 de jan.
  • 3 min de leitura


Fonoaudiologia e Autismo (TEA)
Fonoaudiologia e Autismo (TEA)

Fonoaudiologia e Autismo (TEA)

Fonoaudiologia e Autismo (TEA)

Título: Fonoaudiologia no Autismo: Estratégias para Desenvolver a Comunicação Funcional

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por desafios na comunicação social e padrões de comportamento repetitivos. No entanto, um erro comum é acreditar que o papel do fonoaudiólogo se limita a "ensinar a criança a falar". No autismo, o foco principal da terapia fonoaudiológica é a comunicação funcional — ou seja, dar à criança os meios para que ela possa expressar seus desejos, necessidades e sentimentos, seja através da fala ou de métodos alternativos.

A Diferença entre Fala e Comunicação:

Uma criança pode ser capaz de repetir frases inteiras de um desenho animado (ecolalia), mas não conseguir pedir água quando está com sede. O trabalho terapêutico visa transformar sons em intenções.

  • Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA): O uso de sistemas como o PECS (Sistema de Comunicação por Troca de Figuras) ou aplicativos em tablets não "preguiça" a fala. Pelo contrário, estudos mostram que fornecer um meio visual de comunicação reduz a ansiedade e muitas vezes estimula o surgimento da fala verbal.

  • Pistas Visuais e Rotina: O cérebro autista processa informações visuais com mais eficiência que informações auditivas. Usar quadros de rotina com fotos ajuda na antecipação e reduz crises comportamentais.

  • Trabalhando a Pragmática: Para crianças que já falam, o fonoaudiólogo atua nas regras sociais da conversa: manter contato visual, respeitar o turno (a hora de cada um falar) e entender ironias ou metáforas.

O Papel da Família:

A terapia ocorre 1 ou 2 horas por semana, mas a vida acontece em casa. O fonoaudiólogo deve treinar os pais para que cada interação — do banho à refeição — se torne uma oportunidade de estimulação linguística, respeitando sempre o tempo e o limite sensorial da criança.

Artigo 08 (Expandido): Disfagia e Deglutição Segura

Título: Disfagia: Como Identificar e Manejar as Dificuldades de Deglutição com Segurança

A disfagia não é uma doença, mas um sintoma de que há um problema no processo de conduzir o alimento ou a saliva da boca até o estômago. Em casos de Paralisia Cerebral ou condições neurológicas, a coordenação dos mais de 30 músculos envolvidos na deglutição pode estar comprometida, gerando riscos graves como a pneumonia aspirativa (quando o alimento vai para os pulmões).

Sinais de Alerta que Você Deve Observar:

Muitas vezes, a disfagia é "silenciosa", mas alguns sinais indicam que a refeição precisa de adaptação imediata:

  1. Cofre ou Engasgo: Se a criança tosse durante ou logo após engolir.

  2. Voz "Molhada": Aquela sensação de que há algo parado na garganta que altera o som da voz ou do choro.

  3. Refluxo Nasal: Quando o líquido ou alimento sai pelo nariz.

  4. Cansaço Excessivo: Se a criança demora muito para comer e termina a refeição exausta ou com a respiração ofegante.

Estratégias de Manejo e Segurança Alimentar:

  • Adaptação de Consistência: Às vezes, o líquido ralo (água) é o mais perigoso porque flui rápido demais. O uso de espessantes recomendados pelo fonoaudiólogo pode tornar a deglutição mais lenta e segura.

  • Postura Adequada: Nunca alimente alguém que esteja muito inclinado para trás. O alinhamento da cabeça e do tronco é o "seguro de vida" durante a alimentação.

  • Utensílios Adaptados: Colheres menores e copos com recorte para o nariz podem ajudar a evitar que a criança precise estender o pescoço para trás, o que abre as vias aéreas e aumenta o risco de engasgo.

Conclusão: Comer deve ser um prazer, não um risco. Se você notar qualquer um desses sinais, procure uma avaliação fonoaudiológica para um exame chamado videoendoscopia da deglutição ou videofluoroscopia.

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