Tecnologia Assistiva e Comunicação
- Raimundo Nonato Corado
- 13 de jan.
- 2 min de leitura

Tecnologia Assistiva e Comunicação
Tecnologia Assistiva e Comunicação.
Título: Tecnologia Assistiva: Ferramentas que Dão Voz e Autonomia na Paralisia Cerebral e Autismo
Para muitas pessoas com limitações motoras ou de fala, a tecnologia não é um luxo, mas uma necessidade básica. A Tecnologia Assistiva (TA) engloba desde uma colher adaptada até softwares de última geração que permitem escrever com o movimento dos olhos. No contexto da fonoaudiologia e reabilitação, a TA é o que transforma o "eu não consigo" em "eu encontrei um jeito".
O que é Comunicação Suplementar e Alternativa (CSA)?
Dentro da tecnologia assistiva, a CSA é uma das áreas mais vibrantes. Ela é voltada para quem não possui fala funcional ou tem uma fala de difícil compreensão.
Baixa Tecnologia: Pranchas de comunicação impressas com símbolos (como o sistema PCS ou Arasaac). São baratas, resistentes e não dependem de bateria.
Alta Tecnologia: Aplicativos como o Livox, Falaê ou TD Snap. Esses softwares permitem que a criança toque em uma imagem (ex: "Quero ir ao banheiro") e o dispositivo fale por ela.
Controle Ocular e o Futuro da Inclusão:
Para crianças com quadros motores muito severos (onde não há controle das mãos), existem os rastreadores oculares. O dispositivo é acoplado ao monitor e calibra o movimento das pupilas. Assim, o olhar substitui o mouse. Isso permite que a criança estude, jogue e se comunique com o mundo, provando que a cognição muitas vezes está intacta, apenas aguardando uma via de saída.
Adaptações Simples de Baixo Custo:
Não precisamos apenas de robótica. A TA também é:
Engrossadores: Usar um tubo de isolamento térmico em colheres ou lápis para facilitar a preensão.
Acionadores: Botões grandes que, ao serem pressionados com a cabeça ou o cotovelo, ativam um brinquedo ou ligam o rádio.
Softwares Gratuitos: O uso de teclados virtuais adaptados e preditores de palavras que facilitam a digitação para quem tem movimentos lentos.
Conclusão: A tecnologia assistiva não deve ser vista como uma "muleta", mas como uma ponte. O objetivo final é sempre a participação social. Quando uma criança consegue escolher sua própria roupa ou dizer "eu te amo" através de um tablet, a tecnologia cumpriu seu papel humano.



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